Wednesday, April 15, 2009

Des...Ligações


Fios que se cruzam na transparência do espaço, sem cor ou direcção definida mas que unem as almas em ligações. Como uma teia que se cruza e entre cruza e que por vezes se emaranha sem que encontremos o inicio e o fim, para que desfaçamos os nós que apertam e não deixam fluir o sentir. Mas como o principio e o fim simplesmente não existem nesse espaço, apenas a força e a vontade de amar puderam levar à eterna ligação das almas.

Maria

Tuesday, April 14, 2009

Porque o cinzento não tem graça


Perco-me nas cores que o meu coração reflecte de encontro a ti
(Pedro...)
Maria

Monday, April 13, 2009

Experimentar


Vou fazer uma tarte de maçã e pêra, coberta de morangos
Maria

Thursday, April 9, 2009

Tuesday, April 7, 2009

Do nada nasce o todo

No vazio que a dúvida trás, a sombra projectada grita apenas a força singela do segredo escondido e sufocado á muito no cimo daquela torre. Porque na solidão do ser o coração também se cala, porque o amor só faz sentido na partilha. E no labirinto que nos leva até à escuridão da alma, descobrimos que do nada nasce o todo, porque a busca se transforma em encontro e a escuridão em luz. E que se todos os seres se permitissem simplesmente sentir a imensidão que reside em cada um de nós através da partilha do amor, as cores da alma reflectiriam o divino que nos habita.
(porque o céu é mesmo aqui)
Maria

Friday, April 3, 2009

Resgatar

A entrada daquela casa revela a essência do meu ser num espaço ausente de tempo e espaço. Aquela mulher de vestido de festa com a certeza no rosto e brilho no olhar, recebe as personagens do meu ser com a leveza de uma passo certo. Ao fundo do corredor sentada numa poltrona, encontro-me eu. E vão chegando um atrás do outro, entrando no espaço da minha alma, na sala do meu coração. Se se tocam, se se olham, se se sentem. E naquele todo falta uma parte de mim e como bem aventurado que és, ofereces-te para nos resgatares de um lugar esquecido na memória. Caminhamos lado a lado, naquele lugar, naquela praia e lá estás tu, sentada na areia, brincando com a água, escrevendo na areia o nome do teu amor. Reconheço-te pela cor do sorriso dos teus lábios, vens de regresso a nós, num impulso sentido de vontade. Caminhamos juntos. Regressamos a casa, na dimensão de nós recebem-nos no espaço do coração, cheios de sentir. E agora todos juntos ouço-te dizer, obrigado a cada um pela excelência que revelam em cada instante do meu todo e pela maravilha de existirem e estarem presentes em nós.
(O resgate de uma parte de nós que se perdeu, o que escrevemos quando meditamos)
Maria

Wednesday, April 1, 2009

...

De boca encerrada a respiração acelera porque o coração não aguenta este ritmo desenfreado de sentires que não são constantes. Um ritmo de tempo que nada tem de tempo mas apenas de sentir e perdida em regras que a mente dita, não quero mais estar neste lugar, porque à muito que escolhi viver no lugar do coração. Porque não me faz sentido subir há torre que um dia escolhi descer e mesmo que o medo me paralise ao querer entrar no espaço que preenche a alma, voltar para trás faz parte da ilusão que não mais consigo sentir, por isso quero conseguir estar apenas presente, preferindo partir-me em mil pedaços do que me recusar a continuar a não viver.
Maria